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Cláudia Rabelo - Astrologia Terapêutica

astrologia terapêutica

Minha história com a astrologia, começou aos 8 anos de idade, na cozinha, na hora do café antes de ir para a escola, ouvindo programas de rádio atenta as previsões dos signos solares. Pouco tempo depois percebi que eu era um pouco diferente, enquanto minha mãe e outras pessoas tinham interesse em ouvir só o próprio signo e quando muito o de algum afeto em especial, eu ouvia a todos com muita atenção.

Depois disso segui a vida investigando e percebendo as diferentes expressões da personalidade daqueles com quem convivia e associando aos 12 signos solares e aos seus 4 elementos, independente do signo das pessoas. Portadora do mercúrio no signo de escorpião, eu observava, investigava, analisava em profundidade suas reações e depois perguntava o dia do nascimento. Iniciei pela leitura das pessoas, depois, vieram os livros.

                Os estudos aprofundados de astrologia iniciaram aos 22 anos, junto com o primeiro contato com a minha mandala de nascimento e um dicionário de astrologia, meu primeiro livro sobre o assunto, que ganhei de uma amiga formada pela astróloga Maria Eugênia de Castro. Nesse mesmo período eu tive acesso por meio dessa amiga, a um programa que calculava mapas no sistema operacional MS-DOS. Eu tinha um computador de tela verde, quem tem menos de 30 anos nunca deve ter ouvido falar. Isso foi antes da popularização da internet no Brasil e as informações sobre astrologia só poderiam vir dos livros e dos cursos, na época eu não tinha a menor condição financeira para custear nenhuma das duas opções.

Mas, no meu caso, júpiter o arquétipo da abundância e proteção está na décima primeira casa; a dos amigos, isso significa que o contato com eles sinaliza a abertura de muitos horizontes. Em um ano novo que passei na casa de um amigo que na época era afortunado em muitos aspectos, especialmente em relação a sua estante de livros, iniciei definitivamente minha carreira de autodidata na astrologia.

 Esse amigo tinha alguns livros novos de astrologia, peguei seis da sua estante...acho que peguei todos, mas fui bem sincera dizendo que eu não os devolveria, mas faria o mapa dele e das filhas gratuitamente em agradecimento por sua grande generosidade. Ele perplexo não teve reação, e passada algumas semanas depois de uma leitura atenta e voraz; dos livros e mapas, eu cumpri a promessa.

Hoje uma das filhas desse amigo é uma atriz de televisão conhecida, na época eu identifiquei essa possibilidade que seu mapa apontava, penso hoje que muito mais por intuição que por análise técnica, afinal diante de algumas outras possibilidades essa ficou mais evidente para mim. Estamos lidando na astrologia, com uma linguagem arquetípica e o inconsciente está presente e se manifesta falando através de quem analisa, principalmente se a função intuitiva predomina na consciência do analista.

Meus estudos iniciais de astrologia foram nos livros de alguns autores junguianos como a Liz Greene, o Howard Sasportas, o Martin Freeman e o Stephen Arroyo, o que fez com que a psicologia sempre estivesse presente na minha abordagem da astrologia. Assistir aos Simpósios e outros eventos de astrologia no Brasil e no exterior me fez constatar o quanto os profissionais tem abordagens e visões diferentes do mesmo conhecimento milenar. Isso se deve principalmente as suas próprias características pessoais. Hoje assistindo a palestra de colegas, posso identificar um pouco seus processos psíquicos de estruturação do ego a partir do tema que abordam e como abordam. É muito importante ter consciência do que uns tem a acrescentar na visão dos outros.

 Também é importante avaliar o que não me serve como abordagem terapêutica, como não se deve falar e o que não ajuda o cliente em seu processo de crescimento. Minha formação na área da saúde faz com que eu perceba o cliente como alguém que deve ser acolhido na sua fala e na expressão de seus afetos. Os anos de prática de atendimento, os erros e reavaliações, me colocam em uma posição de terapeuta.

A análise terapêutica do mapa constrói com o cliente um conhecimento mais pleno de possibilidades curativas e integrativas dos seus pontos cegos que lhe causam sofrimento e revelam suas capacidades e talentos por ele ignorados, além de esclarecer seu momento atual ele é auxiliado  a dar sentido aos seus movimentos e planejar ações mais assertivas.

É necessário modificar a linguagem da astrologia profética antiga. O fatalismo causa ansiedade e pouco ajuda quem está vulnerável, primeiro precisamos acolher a pessoa, sua fala, sua história e depois contextualizar no mapa, e não o contrário. O papel do astrólogo moderno é ampliar a perspectiva do cliente favorecendo sua capacidade de gerar soluções para a sua própria vida.

 Após a graduação em fisioterapia e especialização em acupuntura, a mudança para a zona sul do RJ me aproximou dos astrólogos experientes de diferentes escolas com quem fiz vários cursos de aprofundamento, porém, a abordagem terapêutica da astrologia já vinha se estruturando em minha forma de analisar o mapa. O trabalho com a medicina tradicional chinesa foi se aliando a astrologia, o que me auxilia muito nos diagnósticos e escolha do tratamento nos atendimentos no consultório.

                Durante a especialização em psicologia analítica (junguiana), percebi que eu havia conhecido as teorias do Jung: arquétipos, complexos, sincronicidade, individuação, tipos psicológicos, através dos livros de astrologia que os junguianos escreveram. Depois fiz o caminho inverso, passei a escrever astrologia e elaborar cursos para psicólogos, estudantes e amantes da psicologia no portal www.jungnapratica.com.br e como palestrante em Simpósios e outros eventos de astrologia, passei a divulgar os conceitos da psicologia analítica para os astrólogos.

                Vivencio tem muito tempo os conhecimentos da astrologia moderna, da filosofia oriental e da psicologia como instrumentos de autoconhecimento para iniciar práticas que levam a autotransformação. Minha intenção é colocar essas possibilidades disponíveis para outras pessoas que querem construir relações mais saudáveis: lúcidas; genuínas e amorosas consigo mesmo e com os outros.  

MINHA HISTÓRIA